INTRODUÇÃO: A disfunção femoropatelar (DFP) é uma patologia caracterizada por dor na região patelofemoral resultante de alterações físicas e biomecânicas dessa articulação. Seu índice de incidência é alto, representando uma queixa comum em cerca de 20% da população, e sua etiologia ainda permanece desconhecida.
OBJETIVO: Esta revisão de literatura tem como objetivo comparar a eficácia dos exercícios em cadeia cinética aberta com os em cadeia cinética fechada, para a recuperação funcional dos portadores da disfunção femoropatelar.
METODOLOGIA: Foi realizada uma revisão sistemática nas bases de dados LILACS, MEDLINE, SciELO e PubMed como termo de procura das palavras disfunção femoropatelar, cadeia cinética aberta e cadeia cinética fechada.
DISCUSSÃO: O desequilíbrio de forças dos estabilizadores dinâmicos da patela, do vasto medial oblíquo (VMO) e do vasto lateral (VL) ainda é considerado o fator primordial para o surgimento dos sintomas, já que essa alteração causa o aumento das forças de reação e compressão femoropatelar. Com a finalidade de recuperar o equilíbrio da forças dos músculos que atuam como estabilizadores do joelho e como forma de restituir estabilidade à articulação, os exercícios em cadeia cinética aberta (CCA) e em cadeia cinética fechada (CCF) têm sido empregados em programas de reabilitação dos distúrbios femoropatelares.
CONCLUSÃO: Os benefícios para a aplicação desses protocolos não são bem documentados, faltando evidências científicas para comprovar a real eficácia desses exercícios na melhora do desempenho do músculo quadríceps femoral ou auxiliar no equilíbrio muscular dos estabilizadores dinâmicos da patela.
Artigo completo: Comparação dos exercícios em cadeia cinética aberta e cadeia cinética fechada na reabilitação da disfunção femoropatelar
Fonte: Scielo 9/08/2012
Tudo sobre condromalácia e dor patelofemoral
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Atividade eletromiográfica do vasto medial oblíquo em portadoras da síndrome da dor patelofemoral
A síndrome da dor patelofemoral (SDPF) é uma das afecções que mais acometem a articulação do joelho. Embora sua etiologia não seja completamente conhecida, uma disfunção do músculo vasto medial oblíquo (VMO) tem sido apontada como possível fator desencadeante. Este estudo visou avaliar, por meio de eletromiografia, se algum exercício, dentre dez exercícios resistidos usuais, produz ativação seletiva do VMO, com vistas a sua utilização clínica. Vinte voluntárias do sexo feminino, sendo dez com SDPF (24,7±4,35 anos) e dez saudáveis, controle (22,5±1,58 anos), foram submetidas à avaliação eletromiográfica dos músculos VMO, vasto lateral longo e vasto lateral oblíquo (VLO) durante a realização de 10 exercícios, incluindo cadeia cinética aberta e fechada, em diferentes angulações do joelho e posições do quadril. Os resultados mostram que nenhum dos exercícios se revelou seletivo para o VMO, tendo alguns mostrado ativação seletiva do VLO. No grupo com SDPF observou-se menor atividade eletromiográfica de todos os vastos em oito dos dez exercícios propostos, quando comparado ao controle; observou-se ainda, no grupo SDPF, menor relação VMO/VLO (0,63) do que no grupo controle (0,82,p<0,05). Embora, dentre os propostos, nenhum exercício tenha se mostrado eficaz para promover a ativação seletiva do VMO, os exercícios de agachamento unipodal com rotação medial e lateral da tíbia mostraram-se mais indicados para sujeitos com SDPF.
Artigo completo: Atividade eletromiográfica do vasto medial oblíquo em portadoras da síndrome da dor patelofemoral
Fonte: Scielo 9/08/2012
Artigo completo: Atividade eletromiográfica do vasto medial oblíquo em portadoras da síndrome da dor patelofemoral
Fonte: Scielo 9/08/2012
10 dicas de como prevenir lesões de joelho
Lesões de joelho podem surgir nos mais variados tipos de pessoas, profissões e esportes. Aí vão 10 dicas para prevenir o aparecimento de lesões:
1. Mantenha a força muscular: não só do joelho, mas dos pés, pernas, coxas, bumbuns e abdomem. Ter uma força muscular adequada protege não só a articulação, mas tendões, cartilagens, músculos, etc.
2. Mantenha a flexibilidade: manter a flexibilidade permite o movimento livre das articulações, o que previne contra movimentos indesejados que colocariam a articulação em risco e poderiam gerar lesões.
Continua em Optimize-se: 10 dicas de como prevenir lesões de joelho (9/08/2012)
O que é a condromalácia?
Os mais variados tipos de pessoas e de atletas reclamam de condromalácia. Porém, nem sempre sabem o que é ou o que fazer para melhorar a dor. Este pequeno texto tem o objetivo de trazer algumas respostas de maneira clara e objetiva para orientar todos aqueles que estejam sofrendo os males dessa condição de degeneração da cartilagem do joelho, a condromalácia.
O que é a cartilagem?
A cartilagem é o tecido que recobre a superfície da patela que entra em contato com a tróclea femoral, que é a ranhura por onde a patela desliza quando dobramos ou esticamos o joelho. A cartilagem intacta não somente protege o osso, como permite que o deslizamento da patela seja feito com um mínimo de atrito, e o movimento seja realizado de maneira fluída.
E o que é a condromalácia?
Condromalácia (no caso estou me referindo à condromalácia patelofemoral, que ocorre no joelho) é o amolecimento dessa cartilagem.
(continua)
Continue lendo O que é a condromalácia patelofemoral?
Fonte: Optimize-se (9/08/2012)
Efeitos da eletroestimulação do músculo vasto medial oblíquo em portadores de síndrome da dor patelofemoral: uma análise eletromiográfica
CONTEXTUALIZAÇÃO: O uso da eletromiografia de superfície (EMG-S) tem sido considerado como instrumento de avaliação quantitativa na síndrome da dor patelofemoral (SDPF). Tratamentos conservadores objetivam melhorar o alinhamento patelar, e a estimulação elétrica do músculo vasto medial oblíquo (VMO) tem sido considerada por ser seletiva e não causar irritação articular.
OBJETIVO: Verificar o efeito de um programa de fortalecimento muscular com estimulação elétrica do VMO na SDPF por meio da capacidade de avaliação da EMG-S.
MÉTODOS: Participaram deste estudo 10 mulheres jovens (idade: 23,1±4,9 anos; massa corporal: 66,8±14,0 kg; estatura: 1,63±6,9 cm; IMC: 25,1±5,6 kg/m2) com SDPF unilateral, as quais realizaram o teste funcional de subir degrau para captação da atividade eletromiográfica dos músculos VMO e vasto lateral (VL), antes e após um programa de estimulação elétrica do VMO. A eletroestimulação foi realizada três vezes por semana, durante seis semanas. Foram consideradas, para análise entre VMO e VL, as variáveis razão do tempo do início até o pico de ativação, razão da integral do sinal (teste t para amostras dependentes) e diferença de início de ativação (teste de Wilcoxon), com nível de significância de p<0,05.
RESULTADOS: Os resultados mostraram que ocorreu alteração somente no comportamento eletromiográfico relativo à razão da integral do sinal, mostrando que, após o treinamento muscular, ocorreram mudanças na capacidade de geração da força.
CONCLUSÃO: O uso da eletroestimulação deve ser considerado no sentido de complementar a abordagem terapêutica conservadora em portadores da SDFP e a análise da razão da integral do sinal de EMG-S, como instrumento de avaliação.
Artigo completo: Efeitos da eletroestimulação do músculo vasto medial oblíquo em portadores de síndrome da dor patelofemoral: uma análise eletromiográfica
Scielo 9/08/2012
OBJETIVO: Verificar o efeito de um programa de fortalecimento muscular com estimulação elétrica do VMO na SDPF por meio da capacidade de avaliação da EMG-S.
MÉTODOS: Participaram deste estudo 10 mulheres jovens (idade: 23,1±4,9 anos; massa corporal: 66,8±14,0 kg; estatura: 1,63±6,9 cm; IMC: 25,1±5,6 kg/m2) com SDPF unilateral, as quais realizaram o teste funcional de subir degrau para captação da atividade eletromiográfica dos músculos VMO e vasto lateral (VL), antes e após um programa de estimulação elétrica do VMO. A eletroestimulação foi realizada três vezes por semana, durante seis semanas. Foram consideradas, para análise entre VMO e VL, as variáveis razão do tempo do início até o pico de ativação, razão da integral do sinal (teste t para amostras dependentes) e diferença de início de ativação (teste de Wilcoxon), com nível de significância de p<0,05.
RESULTADOS: Os resultados mostraram que ocorreu alteração somente no comportamento eletromiográfico relativo à razão da integral do sinal, mostrando que, após o treinamento muscular, ocorreram mudanças na capacidade de geração da força.
CONCLUSÃO: O uso da eletroestimulação deve ser considerado no sentido de complementar a abordagem terapêutica conservadora em portadores da SDFP e a análise da razão da integral do sinal de EMG-S, como instrumento de avaliação.
Artigo completo: Efeitos da eletroestimulação do músculo vasto medial oblíquo em portadores de síndrome da dor patelofemoral: uma análise eletromiográfica
Scielo 9/08/2012
Clinical rearfoot and knee static alignment measurements are not associated with patellofemoral pain syndrome
O objetivo deste estudo foi investigar se existe associação entre a síndrome da dor patelofemoral e as medidas clínicas estáticas: os ângulos do retropé e Q. Foi realizado um estudo observacional, transversal, caso-controle, no qual foram avaliados 77 adultos (ambos os sexos), 30 participantes com síndrome da dor patelofemoral e 47 controles. Foram medidos os ângulos do retropé e Q, por meio da fotogrametria. Testes t para amostras independentes foram usados para comparações dos resultados das variáveis contínuas entre os grupos. Os resultados das variáveis contínuas foram transformados em classificações clínicas categóricas, para verificar a associação estatística com a disfunção, e o teste do χ2 para respostas múltiplas também foi utilizado. Não houve diferença entre os grupos para o ângulo do retropé [média da diferença: 0,2º (IC95% -1,4-1,8)] e ângulo Q [média da diferença: -0,3º (IC95%-3,0-2,4). Não houve associação entre o ângulo do retropé [Odds Ratio: 1,29 (IC95% 0,51-3,25)], assim como entre o ângulo Q [Odds Ratio: 0.77 (IC95% 0,31-1,93)] e a ocorrência da síndrome da dor patelofemoral. Apesar de serem teoricamente justificadas e amplamente utilizadas na prática clínica fisioterapêutica, não pode-se afirmar que as medidas dos ângulos do retropé e Q, quando mensuradas em posição ortostática, estão associadas com a ocorrência da síndrome da dor patelofemoral. Essas medidas podem ter aplicabilidade limitada na triagem desta disfunção.
Leia o artigo na íntegra: Clinical rearfoot and knee static alignment measurements are not associated with patellofemoral pain syndrome
Fonte: Scielo 9/08/2012
Leia o artigo na íntegra: Clinical rearfoot and knee static alignment measurements are not associated with patellofemoral pain syndrome
Fonte: Scielo 9/08/2012
Sintomas e limitações funcionais de pacientes com síndrome da dor patelofemoral
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A síndrome da dor patelofemoral (SDPF) é uma das desordens mais comuns que afetam a articulação do joelho. O objetivo deste estudo foi avaliar sintomas e limitações funcionais de pacientes com SDPF.
MÉTODO: Foram estudados 26 pacientes com SDPF (GSDPF) e 31 clinicamente saudáveis (GC), pareados em idade, estatura e massa corporal. Foi aplicada uma ficha de avaliação e o questionário de Kujala. Em seguida os pacientes realizaram 2 testes funcionais, agachar e subir e descer um step por 30 segundos, além de serem orientados a deambular por um percurso de 8 metros em superfície nivelada, subir e descer de uma escada e rampa, sendo a ordem de realização destas atividades aleatória. Foi avaliada a intensidade da dor pela escala analógica visual (EAV) antes e após cada atividade. Para o tratamento estatístico foram utilizados os testes de Wilcoxon e U Mann-Whitney, com significância de p < 0,05.
RESULTADOS: O GSDPF apresentou menor pontuação (75,8 ± 11,8 pontos) no questionário de Kujala em comparação ao GC (100 ± 0,0 pontos) (p = 0,001). Constatou-se que dos 26 pacientes com SDPF, 23 relataram sentir dor ao agachar, 18 ao subir e descer escadas, 25 ao ajoelhar, 14 ao correr, 16 ao ficar sentado por tempo prolongado e 9 ao praticar esportes. A intensidade da dor pela EAV confirmou estas afirmações, ocorrendo exacerbação da dor após agachar (p = 0,001), subir e descer de um step (p = 0,001), caminhar em superfície plana (p = 0,01), subir e descer escada (p = 0,001) e rampa (p = 0,01) nos pacientes com SDPF.
CONCLUSÃO: A SDPF pode levar a dor e limitações funcionais que comprometem a realização das atividades de vida diária.
O artigo em sua íntegra está no link Sintomas e limitações funcionais de pacientes com síndrome da dor patelofemoral
Fonte: Scielo 9/08/2012
MÉTODO: Foram estudados 26 pacientes com SDPF (GSDPF) e 31 clinicamente saudáveis (GC), pareados em idade, estatura e massa corporal. Foi aplicada uma ficha de avaliação e o questionário de Kujala. Em seguida os pacientes realizaram 2 testes funcionais, agachar e subir e descer um step por 30 segundos, além de serem orientados a deambular por um percurso de 8 metros em superfície nivelada, subir e descer de uma escada e rampa, sendo a ordem de realização destas atividades aleatória. Foi avaliada a intensidade da dor pela escala analógica visual (EAV) antes e após cada atividade. Para o tratamento estatístico foram utilizados os testes de Wilcoxon e U Mann-Whitney, com significância de p < 0,05.
RESULTADOS: O GSDPF apresentou menor pontuação (75,8 ± 11,8 pontos) no questionário de Kujala em comparação ao GC (100 ± 0,0 pontos) (p = 0,001). Constatou-se que dos 26 pacientes com SDPF, 23 relataram sentir dor ao agachar, 18 ao subir e descer escadas, 25 ao ajoelhar, 14 ao correr, 16 ao ficar sentado por tempo prolongado e 9 ao praticar esportes. A intensidade da dor pela EAV confirmou estas afirmações, ocorrendo exacerbação da dor após agachar (p = 0,001), subir e descer de um step (p = 0,001), caminhar em superfície plana (p = 0,01), subir e descer escada (p = 0,001) e rampa (p = 0,01) nos pacientes com SDPF.
CONCLUSÃO: A SDPF pode levar a dor e limitações funcionais que comprometem a realização das atividades de vida diária.
O artigo em sua íntegra está no link Sintomas e limitações funcionais de pacientes com síndrome da dor patelofemoral
Fonte: Scielo 9/08/2012
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